Jornalista denuncia a empresa Matsuflora Golden Garden por grilagem de terreno urbano usando documento falso e uma jogada jurídica de arrepiar os ossos.
Aconteceu na cidade de Goiânia. A Matsuflora, com uma sede em esquina privilegiada da av. T-63, queria anexar o terreno do lado de 3.000 m2 avaliado em mais de 3 milhões de reais. Mas para quê pagar o valor de mercado se você pode pagar muito menos usando um advogado que sabe "usar a justiça" para validar um documento rasurado?
O processo que tramita na 1a vara cível de Goiânia desde 2015, número 0204889.09.2015.8.09.0051, é uma aula e tanto sobre as piores práticas jurídicas das quais muitos se orgulham e exibem como "astúcia", a materialização da antiga lei de Gérson: "Pra quê pagar mais caro se você pode levar vantagem?". A Matsuflora, como está registrado no Cartório do quinto ofício de Goiânia, supostamente teria pago 1 milhão de reais parcelados em 30 vezes, por um terreno que valia 3 milhões de reais à vista. Negócio de ouro que não teria sido possível sem o uso de uma matrícula com a fraude grosseira que aparece na imagem já periciada no livro de registros do Cartório e apresentada aos donos da Matsuflora no começo de 2016.
Como isso foi possível? Com uma liminar protocolada num dia e tendo em apenas 3 DIAS a posse do imóvel concedida pelo juiz. Sim... Apenas 3 DIAS, numa das varas mais morosas da Comarca de Goiânia, tão morosa que passados mais de quatro anos não houve sequer a intimação das partes para depoimento. E mesmo a vítima da expropriação recorrendo ao TJ, recebe negativa de análise e consideração da fraude sob a alegação de que quando o terreno foi subtraído, a vítima tinha que ter provado não a legitimidade do seu documento, mas a falsificação do documento beneficiado pela generosa decisão do juiz. Ou seja... De acordo com uma nobre desembargadora, o violado em seu direito é que tem a obrigação de conhecer os meios que foram usados para tal violação, a vítima do estelionato deveria conhecer a técnica escolhida pelo estelionatário no ato da malversação. E se alguém duvida, está no processo, datado, assinado e carimbado.
Os donos da empresa Matsuflora poderiam alegar desconhecimento da fraude, mas como a proprietária legítima do imóvel investigou por preços exorbitantes, pagou pela perícia e teve o cuidado de enviar a prova da falsificação ao proprietário da empresa Matsuflora e ao seu advogado logo no começo de 2016, fica comprovado que o artifício tem o aval dos que são por ele beneficiado. A Matsuflora, ciente de toda a fraude, planta, colhe e vende mudas de plantas e flores obtendo lucros exorbitantes
"Eles já me tiraram tudo, o patrimônio construído numa vida inteira de trabalho. Quem não tem mais o que perder não tem que temer nem mesmo a injustiça que venha do judiciário. Atravessei os 5 piores anos da minha vida nessa luta inútil, agora só quero que as pessoas, os clientes, os filhos e netos dos proprietários da Matsuflora saibam a verdade e estou denunciando também no CNJ, OAB, vou recorrer a todas as instituições com o papel de defesa do cidadão. E deixo claro que não acuso ninguém, apenas mostro os fatos com as provas que o judiciário de Goiás mantém aprisionadas num processo que a cada dia produz mais lucro para a Matsuflora e mais prejuízos para mim. Eles que façam o que quiserem, mas a verdade estará exposta. Se nem mesmo a verdade vindo a tona é o bastante para fazê-los pagar pela terra, dedicarei o resto dos meus dias de vida para mostrar o que eles estão fazendo, até para que não façam com mais ninguém".
As cópias da sentença, da fraude, da ciência dos proprietários a cerca dos fatos estão publicadas na página "Devolve a Terra Matsuflora" (https://www.facebook.com/Devolve-a-Terra-Matsuflora-105275800880739/?modal=admin_todo_tour) criada pela vítima do absurdo cometido sob o amparo da legalidade que está muito longe de representar a justiça.